Mostrando postagens com marcador shows. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador shows. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O último momento de sua vida

Os fãs de música agradecem: não precisamos mais implorar para que o Brasil seja incluído nas turnês das grandes bandas estrangeiras. Tudo acontece com o tempo, atualmente, e até bandas que estavam paradas e voltaram recentemente estão passando por aqui, como foi o caso do System of a Down, do Rage Against the Machine e deve ser o do Black Sabbath em 2012.

Com isso, muitos fãs novos estão se formando e os velhos fãs estão cada vez mais fãs. Afinal, quem esperaria, há alguns anos atrás, ver shows de Ozzy Osbourne, AC/DC, Kiss e Metallica em um intervalo de 3 anos? Não sei em qual grupo me enquadro, mas depois de uns cinco shows que fui, achei que poderia escrever um “guia” de como se portar em um show (não só de rock, talvez). Realmente escrevi, mas hoje, mais experiente, há muito a se acrescentar. Então, vamos ao que interessa.

O show começa na preparação e na informação. Faça questão de saber – e não esquecer nunca – quando será o show e quando se iniciam as vendas de ingresso (e torça para não acontecer como com o Lollapalooza Brasil: divulgação do lineup, preços e venda de ingressos tudo na mesma semana). Poupe seu dinheiro e, se o show for muito concorrido, prepare-se para ficar algumas horas na frente do computador em sites de venda de ingressos, como a Tickets 4 Fun e o Ingresso.com. Se o show não for tão concorrido assim, parabéns, mas não deixe para a última hora para evitar imprevistos.

Com os ingressos na mão, não faz mais que obrigação conhecer muito bem a banda, certo? Procure decorar letras, melodias, solos, sussurros, respirações e tudo que for possível de ser decorado nas músicas. Evite consultar possíveis setlists (se for Metallica, Pearl Jam ou Dream Theater, pode, porque os sets são sempre diferentes!) ou ver vídeos das músicas possíveis de serem tocadas. Nada se compara à emoção da surpresa, de ver tudo ao vivo, na hora.

Chega o dia do show, finalmente! E agora? A fila é uma diversão a parte e vale à pena, caso você tenha tempo e vá com amigos (ir a shows sozinho é muito chato). Se não tiver tempo para ficar na fila, chegue pelo menos algum tempo depois do horário marcado para abertura dos portões do local do show. Assim você evita, quase que completamente, as filas, já que todo mundo já entrou.

 Ignore as condições climáticas do dia do show e dê preferência ao local do espetáculo. Se você escolheu assistir na pista, dificilmente passará frio durante o show e, se estiver de blusa, você esquentará mais que um forno em potência máxima. Ou seja, esteja o frio que estiver, proteja-se dele somente antes do show. Para a arquibancada e shows em lugares abertos (principalmente estádios) as coisas mudam, porque faz MUITO frio em épocas de frio. Então, tenha sempre uma blusa em mãos, nesse caso. Capa de chuva? Leve a sua de casa, mas não use durante o show. Quer uma prova? Veja o Foo Fighters tocando My Hero na chuva: clique aqui.

Se você for a um festival, tem duas opções: leve tudo ou não leve nada. Particularmente, é mais interessante o “levar nada” por motivo único: prioridade ao show. Aliás, não só em festivais, mas em qualquer show, leve somente o necessário: ingresso, identidade, carteirinha de estudante (se for meia entrada) e dinheiro para sobrevivência no local do evento. Celular? Câmera? Que nada, as melhores lembranças se guardam na memória (e câmera e celular apenas pesam)! No entanto, se você optar pelo levar tudo, não esqueça capa de chuva, protetor solar, comida (quando o evento permitir) e... câmera fotográfica. Afinal, se você já vai estar de mochila mesmo, então aproveite.

Entrei no local do show! O que eu faço? Se você tiver um lugar na arquibancada, sem problemas. Se for para a pista, escolha um lugar, sente-se e espere. Se precisar ir ao banheiro ou comprar comida, vá antes de se sentar, já que, a partir desse momento, você deve esperar o show começar, sentado! Isso mesmo, não se levante e não gaste suas energias em pé enquanto pode ficar sentado, mesmo se estiver na grade da pista. Ocupe todo o espaço que você conseguir – estique as pernas, braços, deite no chão, enfim... – já que cada centímetro de pista é valioso, ainda mais quando o show começa e esses centímetros livres se tornam raros e principalmente na grade, onde o empurra-empurra é (muito) grande.

Condições físicas e psicológicas são extremamente facultativas. A última coisa na qual você deve pensar em um show é em parar de pular, por dor nas pernas, ou parar de cantar, por dor de garganta e/ou ausência de voz. Aliás, conforme você ouve as músicas que gosta, tocadas por seus artistas favoritos, ali, pertinho de você, problemas físicos são automaticamente esquecidos. O que você não esquece são as músicas que tanto ouviu, principalmente depois que seu ingresso foi comprado, certo? Poucas sensações são comparáveis à de se ver o seu artista preferido ao vivo na sua frente. Então, agora é a hora. Para concluir, uma frase que seria suficiente para resumir todo o texto: liberte sua mente de todos os problemas e curta o momento do show como se fosse o último de sua vida.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A Festa do Limp Bizkit

O Brasil, como o seu próprio “slogan” diz, é um país sem fronteiras. Os brasileiros são muito diferentes entre si, mas mesmo assim, não nasceram para ficar separados uns dos outros. Não é a toa que estrangeiros que vêm para cá tendem a voltar. Afinal, se dizem quase sempre muito bem recebidos.

Fred Durst percebeu isso. Na segunda noite de shows do Limp Bizkit no Brasil, mais uma vez houve a contestada divisão de público: pista normal e pista premium (ou vip). Durst, logo nos primeiros momentos da apresentação, convidou os fãs da pista normal a entrarem na pista vip, o que não deu muito certo, já que a segurança do Via Funchal impediu a invasão quase em massa – alguns ficaram sem coragem de “pular” as grades.

O espaço reservado para a pista vip era muito grande, mas a quantidade de pessoas nela, nem tanto. Isso fez com que as rodas formadas em praticamente todas as músicas ficassem enormes e intensas. No entanto, independentemente de separações ou de espaços, o público se empolgou, e muito, com o Limp Bizkit no palco, impressionando Fred Durst e companhia, que, arrependidos, prometeram voltar logo para compensar todo o tempo que demoraram para visitar o Brasil.

Palheta de Wes Borland: muita sorte!
Cheguei ao Via Funchal às 21h, sendo que o show começaria às 22h. Na espera, um dos roadies da banda estava no palco sendo carinhosamente xavecado pelos fãs, que pediam palhetas. Num ato de pura sorte, ele errou um de seus lançamentos e a palheta caiu na minha frente. Então, aguardei a banda de abertura, que seria o La Raza, quando de repente o dono da palheta, Wes Borland, subiu ao palco depois de Introbra, para agitar e talvez surpreender a maioria dos fãs, que ainda esperava a abertura.

"Hot Dog" deu início à “Festa do Limp Bizkit”, como o próprio Fred Durst disse tantas vezes durante o show, seguida de Show me What You Got e Why Try, a única música do álbum Gold Cobra, o mais recente da banda, tocada em São Paulo. Talvez "Shotgun" e a faixa-título, "Gold Cobra", merecessem um lugar no setlist, mas não foi nada que chegou a estragar a performance da banda.

Com todos os grandes hits, como “My Generation”, “My Way”, “Re-Arranged”, “Break Stuff” sendo executados, o show pode ser resumido na frase “porrada atrás de porrada”, em ambos os sentidos possíveis: músicas pesadas seguidas de músicas pesadas e rodas quase que ininterruptas na pista. Se fosse possível resumir a apresentação em uma palavra (sem usar palavrões, é claro, pois seria mais fácil), poderíamos dizer “intensa”.

No entanto, é difícil usar apenas uma palavra, coisa que nem Fred Durst fez. Além de cantar, ele falou bastante e, inclusive, disse que os brasileiros são o melhor público para o qual a banda já tocou. Não é a primeira – talvez nem a última – vez que ouço isso de alguma banda. Edguy, Metallica, Dream Theater, Avenged Sevenfold e POD, entre outros, vieram mais de uma vez para o Brasil nos últimos anos, sempre repetindo o discurso de Durst.

O show seguia em frente, com o vocalista tido como um dos maiores “malas” do rock conduzindo o público como poucos, inclusive chegando muito perto às vezes. Aliás, Durst chamou um fã ao palco em certo momento e, em outra oportunidade, invadiu a pista vip e cumprimentou alguns fãs da pista normal.

A primeira parte do show foi encerrada com “Nookie”, uma das músicas que mais projetou o Limp Bizkit na cena musical do mundo, há 12 anos atrás. O bis começou com um descanso para o público e para banda: a versão de “Behind Blue Eyes”, do The Who, foi cantada em uníssono, o que impressionou ainda mais a banda. No entanto, o melhor ainda estava reservado para o final.

“Take a Look Around” deixou todo mundo doido. Sim, não há melhor expressão para descrever o que aconteceu durante a música presente na trilha sonora do filme Missão Impossível 2. Em um certo momento da música, todos os instrumentos praticamente param, e foi exatamente nessa hora que eu aproveitei e me abaixei para descansar pela primeira vez no show. Quando vi, todos estavam abaixados ao meu redor e assim foi, todo mundo no chão, no maior estilo “Spit it Out”, do Slipknot, e depois levantando com todas as forças para o final da música. Épico.

Depois, Faith, dedicada às garotas presentes no Via Funchal, veio acompanhada de um convite para que todas subissem ao palco. Aproximadamente 20 subiram (algumas já estavam lá, acompanhando o show do palco mesmo) e idolatraram o Limp Bizkit de perto, enquanto o “quebra-quebra”, que vinha desde “Hot Dog”, apenas com a parada em “Behind Blue Eyes”, continuava na pista. (Veja aqui um vídeo gravado por um fã no show)

Wes Borland (foto de @henriqueoli)
Para terminar, Fred Durst fez uma enquete e perguntou o que o povo queria ouvir. Na dúvida entre as duas mais pedidas, “Pollution” e “Counterfeit”, Wes tocou o riff de Pollution, mas nem todos pareciam saber direito do que se tratava. Fred, então, parou dizendo com todas as letras “you don’t know this shit” e Counterfeit foi executada em parte, antes de “Rollin’” fechar a noite.

Como já dito, muita intensidade e muita porrada, em ambos os sentidos, marcaram a segunda apresentação do Limp Bizkit no Brasil. Como o próprio Fred Durst disse, eles voltam logo, afinal foram muito bem recebidos pelo “país de todos”. Estamos esperando uma nova Festa do Limp Bizkit.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Feuer!

Fui ao Via Funchal nesta terça-feira, 30/11, na expectativa de ver duas coisas. Primeiro, o show dos malucos do Rammstein, obviamente. Em segundo lugar, eu queria ver fogo. O fogo que eles usam em seus shows, tão conhecidos por serem verdadeiros espetáculos pirotécnicos.

Criei uma expectativa enorme para ver os caras tocarem no Brasil quando assisti o DVD "Volkerball", mas senti uma certa insegurança, já que o Via Funchal é um lugar fechado. Pensei: "Esses caras vão só fazer um show, e pronto. Sem fogo." No entanto, para o bem da nação, eu me enganei em meus pensamentos e o Rammstein subiu ao palco munido de tudo o que usa em seus shows pela Europa.

O nome da banda foi entoado em incrível uníssono e altíssimo volume no refrão da primeira música, Rammlied (RAMM-STEIN!). Ouso dizer que não havia uma voz silenciada naquele momento e não havia um par de pernas estático no chão.

Muitos não entendiam uma palavra sequer das músicas cantadas em alemão, mas gritavam sem hesitar. "Sterben!", do refrão de Waidmanns Heil, é um exemplo. A música trouxe fogos de artifício e fumaça, muita fumaça - apenas uma prévia do que estava por vir.

Uma nuvem rapidamente tomou conta do Via Funchal, mas ninguém reclamou. Talvez estivesse um pouco difícil de se respirar, mas nada que tenha atrapalhado a diversão de todos nós, os fãs presentes. Fomos ainda mais ao delírio com a explosiva Feuer Frei, da trilha sonora do filme (não menos explosivo) Triplo X, que trouxe o tão desejado fogo à casa.

O único “descanso” para os fãs, foi durante a linda Frühling In Paris, que apresenta, em seu refrão, palavras da música “Non, je ne regrette rien”, da cantora francesa Edith Piaf. Foi uma recarga de baterias necessária, mas que não deixou ninguém se desanimar, até porque, na sequência, viria um dos momentos mais esperados da noite.

Mein Teil faz referência a um caso curioso e macabro de canibalismo ocorrido na Alemanha (clique aqui para saber mais, se tiver estômago forte - e não, não há imagens no link). Não por menos, o vocalista Till Lindemann se veste de açougueiro, com um avental sujo de sangue e um microfone com uma faca pendurada, enquanto o tecladista Flake é a vítima, literalmente assado num imenso caldeirão - mais fogo!

Flake, aliás, se mostrou um show à parte durante toda a apresentação da banda, dançando, correndo pelo palco e, obviamente, tocando seu teclado. Na música Haifisch, Flake subiu em um bote, que navegou por sobre o público, enquanto ele mesmo dava as direções e mostrava uma bandeira do Brasil, dada por um fã.

Os alemães, ótimos no palco, mostraram-se frios, e a primeira intervenção de Till com a plateia foi na histórica execução de Du Hast. "Más fuerte!", disse o vocalista, enquanto todos gritavam: "Du, Du Hast. Du Hast Mich", talvez até sem saber o que queriam dizer, novamente, mas sem se importar. A música foi marcada por mais fogo, e fogos de artifício passando por cima do público, por meio de uma corda pendurada no teto (nota do autor, que pulava feito um louco: sensacional!).

A polêmica Pussy merece um parágrafo à parte. A pornografia se aliou à empolgação e a preservativos inflados voando, caracterizando um momento único, digno de dizer "tirem as crianças da sala", quando o baterista Christopher Schneider subiu em sua cadeira empunhando um pênis de borracha, com fogos de artifício. No último refrão da música, uma chuva de papel picado encerrou o setlist do Rammstein antes do bis.

Sonne, Haifisch e Ich Will teoricamente terminariam o show, mas nós queríamos mais. Pelo menos mais uma música. "Te Quiero Puta!", "Te Quiero Puta!", era o coro. E o Rammstein voltou ao palco para um final inesquecível, cantando em espanhol. Till não teve muito trabalho em Te Quiero Puta, já que cantamos, e muito, durante a música inteira.

Pontualmente, à meia-noite, com letras em alemão, meio em inglês, meio em francês e até em espanhol, além de fogo - muito fogo - e fumaça - muita fumaça, o Rammstein deixou o palco, após se ajoelhar para o público paulistano, e dizer "muito obrigado, viva o Brasil!".

Seria o clichê dos clichês dizer que o Via Funchal pegou fogo, mas foi a mais pura verdade. E eu nem precisei entender o que os caras estavam falando...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Com a nobreza de um Sir

nota: foi extremamente difícil escrever esse texto, já que ainda não inventaram alguma palavra que possa descrever com precisão o que aconteceu no Morumbi no dia 22/11.

No topo do estádio do Morumbi, na última fileira da arquibancada laranja, a vista do público era perfeita, enxergava-se tudo e todos. Do palco, nem tanto, mas não menos sensacional e impressionante. Foi mais do que suficiente para enxergar aquele tiozinho de suspensórios de 68 anos, e tudo o que ele foi capaz de fazer.

“Roll up for the Mystery Tour!” Foi assim que Sir Paul McCartney começou a brincadeira em sua segunda noite de show em São Paulo (diferentemente da noite anterior e de Porto Alegre), para mais de 60 mil fãs, de todas as idades, como bem visto em inúmeras reportagens da TV nos últimos dias.

A Rede Globo, inclusive, transmitiu a primeira noite no domingo, pós-Fantástico, não sei com qual foco, ou mesmo se passaram o show na íntegra. Claro, não foi a mesma coisa do que assistir ao vivo, como testemunha ocular. Desta maneira, talvez seja pertinente dizer: foi um dos maiores dos shows de todos os tempos.

Paul tocou baixo, guitarra, violão, piano, bandolim e ukulele, em um setlist de 37 músicas, com clássicos de sua carreira solo, dos Wings e, obviamente, dos Beatles. Um espetáculo, no sentido mais literal da palavra, com quase três horas de duração.

O “tiozinho de suspensórios” simplesmente não parava no palco. Cantou, pulou e, acompanhado de uma “discreta“ cola, conversou, e muito, com os fãs, em um português bem claro, para o delírio de todos.

Melhor do que falar de cada música ou dizer o setlist completo é citar (até porque é impossível descrever) alguns grandes momentos, como o estádio tremendo em “All My Loving” ou a dança do baterista em “Dance Tonight”. Vale lembrar, também, os “enormes” momentos, como a dança de 60 mil pessoas em “Obladi Oblada” e as homenagens a John Lennon e George Harrison, com “Here Today” e “Something”, respectivamente.

Todos já sabiam o que vinha para o final, só não sabiam a ordem – com exceção daqueles que já haviam assistido à primeira noite na TV Globo.

Foram executadas, nessa ordem, “A Day in the Life/Give Peace A Chance”, “Let It Be”, “Live And Let Die” – um espetáculo à parte: se Paul subisse no palco, tocasse essa música e fosse embora, seria suficiente para deixar várias pessoas felizes por meses – e “Hey Jude”, uma das mais aguardadas da noite, com o famoso coro do final cantado não apenas em uníssono, mas por homens e mulheres em separado, como regeu Sir Paul McCartney.

Paul sai do palco e volta, carregando uma bandeira brasileira, para o primeiro bis, com Day Tripper, Lady Madonna e Get Back. Muitos já deixavam o Morumbi, pensando que o espetáculo havia terminado e não viram o segundo bis, com Yesterday, Helter Skelter (nota do autor: PQP!) e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band/The End.

Os preços foram abusivos e a organização ao redor do estádio não foi a melhor, mas o que se viu no palco, compensou, pelo menos para cada pessoa presente no Morumbi nas noites dos dia 21 e 22 de novembro de 2010. Todos batiam palmas incessantemente, por aproximadamente três horas e Paul McCartney provou porque é mais do que “apenas” um dos maiores artistas de todo os tempos, apenas agradecendo, ao final de cada música como se fosse a última, com a nobreza de um Sir.